E os melhores do ano são…

Com o ano a chegar ao fim eis as nossas escolhas para os melhores de 2013

O ano que está prestes a terminar foi dos melhores ao nível desportivo em Portugal. O país saiu à rua como há muito não se via e não foi apenas para protestar. Muitos aplicaram as suas energias a treinar, a correr, a pedalar, a nadar, a fazer tudo isso e mais alguma coisa. O mercado disparou. Ténis, bicicletas, relógios, provas disto, provas daquilo. Agora há de tudo. E foi no meio disso tudo que revisitámos os últimos meses em busca dos melhores de 2013. E as nossas escolhas são estas.
REVELAÇÃO DO ANO
 
Corrida
SKECHERS Há um ano poucos conheciam a marca norte-americana e os que a conheciam não a associavam ao mercado desportivo. Mas a verdade é que, no final de 2013, não há quem não pondere, nem que seja só por um minuto, vir a experimentar os ténis minimalistas da marca. A sola, cheia de bolinhas, e a tecnologia midsole, que favorece o impacto do meio do pé no solo, ao invés do calcanhar, são os cartões de visita da Skechers que não parou de inovar durante todo o ano. Lançaram ténis atrás de ténis, sempre com versões diferentes e para corredores diferentes. E até já chegaram ao trail

 
 
Ciclismo

ICEDOT –  Há cada vez mais ciclistas na estrada e muitos pedalam sozinhos. Os quilómetros a percorrer são muitos e, quer se queira quer não, a possibilidade de acidente está sempre à espreita. O Icedot pode revelar-se um sensor precioso, pode ser a diferença entre a vida e a morte para quem está sozinho numa estrada. É um pequeno aparelho que se coloca no capacete e que funciona em conjunto com uma aplicação no telemóvel. Se o sensor detectar um movimento de impacto inicia um procedimento de contacto de emergência. Chamar-lhe útil… é pouco!

 
 
Triatlo
SWITCH AERO SYSTEM – Ainda não chegou ao mercado e já deixou muitos a salivar por ele. Este é o sistema que pode poupar milhares de euros a milhares de triatletas amadores que podem assim beneficiar da versatilidade de uma bicicleta de estrada, mas com o conforto da posição aerodinâmica de uma bicicleta de contrarelógio. O Switch Aero System não é mais que um pequeno aparelho que se instala na ligação entre o espigão e o selim e que permite avançar ou recuar a posição do mesmo durante a utilização da bicicleta, sem sequer ser preciso desmontar. Com ele vem também um kit que permite montar e desmontar, em poucos segundos, as barras aerodinâmicas. O projecto encontra-se em fase de pré-encomenda e financiamento público na Kickstarter, para iniciar produção, e promete ser um sucesso.
EVENTO DO ANO
 
Corrida

SECRET RUN – Numa altura em quem as provas de corrida nascem como se fossem cogumelos, eis que a plataforma Correr Lisboa se lembrou de tornar a corrida num verdadeiro convívio. As Secret Run são isso mesmo. Não há chips nem dorsais, não têm classificação e ninguém fica para trás. São de participação limitada, mas aberta a todos os que desvendem a tempo os enigmas lançados pela organização. E depois os locais são tão fantásticos quanto a imaginação o permite. Desde correr pelas Caves do Vinho do Porto até invadir os corredores do Centro Comercial Colombo já houve de tudo. E parece não haver limites para o que se pode fazer. Ou haverá?
Ciclismo
BIKE MARATONA – A primeira edição da renovada Maratona de Lisboa, com partida em Cascais, estava à porta e a ansiedade dos atletas era grande. Mas ainda havia uma surpresa. Aproveitando a logística que estaria montada para a prova de corrida, a 6 de Outubro, a Federação Portuguesa de Ciclismo anunciou, para a véspera, 5 de Outubro, a Bike Maratona, com duas vertentes, a amadora, aberta a todos os que quisessem fazer a ligação entre Cascais e Lisboa, e a profissional, com um contra relógio com as principais equipas portuguesas. O objectivo para 2014 é fazer desta prova um marco no final da época internacional de ciclismo, com a presença de grandes figuras internacionais. Será possível? Estamos cá para ver.
Triatlo
IBERMAN – Há muito que se discutia a possibilidade de haver uma prova de triatlo na distância IronMan em território nacional e em 2013 isso tornou-se possível. O Iberman foi uma organização conjunta Portugal-Espanha, realizada a Sul, junto à fronteira de Vila Real de Santo António, e atraiu 700 atletas, 92 dos quais portugueses. Quem lá esteve diz que foi uma prova bem dura, mas sem dúvida um sucesso… a repetir!
PRODUTO DO ANO
 
Corrida / Triatlo

ADIDAS BOOST – No primeiro trimeste de 2013 não se falava de outra coisa. A Adidas promoveu muito bem o produto que ia apresentar e criou uma expectativa enorme em redor destes ténis. Os Energy Boost surgiram com pompa e circunstância e não deixaram ninguém indiferente. O trunfo estava na nova tecnologia da sola, mais resistente, duradoura e com um retorno de energia e conforto nunca antes vistos, que iria substituir as socas de borracha EVA, pelos menos foi o que a Adidas disse. À fama juntou-se o proveito e os ténis foram bem aceites pelo mercado e pela crítica.
Ciclismo / Triatlo
GARMIN VECTOR – Os medidores de potência não são novidade no mercado, mas estes Vector, com o carimbo da Garmin, eram há muito esperados pelos entusiastas do ciclismo. Fornecem o dado que faltava a quem já tinha tudo integrado num só aparelho, sinal de gps, velocidade, cadência, batimento cardíaco, etc.
ATLETA DO ANO
Corrida
CARLOS SÁ – Se em 2012 ele já tinha dado de falar, em 2013 rebentou com a escala. Começou logo nos primeiros meses por bater o recorde na subida ao Aconcágua, na Argentina. Falhou à primeira tentativa, mas não desistiu e voltou à montanha, regressando de lá com o prémio desejado. Depois foi até à Maratona das Areias e ficou em 7º, alcançando pela terceira vez consecutiva um lugar nos 10 primeiros. Mas o melhor chegou dos Estados Unidos. Depois de uma preparação especial, enfrentou a Badwater, a ultra-maratona mais dura do mundo, atravessando o temível Vale da Morte. O resultado foi mais uma vitória na carreira de Carlos Sá, que levou a bandeira nacional ao topo do Monte Whitney. A única desilusão foi a desistência no Ultra Trail du Mont Blanc. Mas quem se lembra disso?
Ciclismo
RUI COSTA – Que dizer de Rui Costa? Surpreendeu tudo e todos. Começou por confirmar que a vitória na Volta à Suíça de 2012 não fora fruto do acaso e conquistou de novo o primeiro lugar no pódio final de uma das provas mais difíceis do mundo. Em Portugal foi campeão nacional de contra-relógio e, de volta ao estrangeiro, voltou a brilhar no Tour. Em 2012 tinha ganho uma etapa; em 2013 foram duas. E na geral só não se portou melhor porque teve de se sacrificar pelo líder da Movistar. Mas o melhor ainda estava para vir. Em Florença, nos Mundiais de Estrada, mostrou ser o mais inteligente e o mais forte e conquistou o título de campeão do mundo de ciclismo, o primeiro para Portugal. E por essa altura até já tinha assinado pela Lampre-Mérida, equipa que vai liderar em 2014.
Triatlo
PEDRO RIBEIRO GOMES – É um dos poucos profissionais lusos no triatlo longo e este ano mostrou que o trabalho efectuado está a dar resultados. Tornou-se no primeiro português a vencer uma prova do circuito IronMan, em Kalmaar, na Suécia, mas o feito foi mais incrível porque duas semanas antes tinha ganho outra prova na distância máxima, o Challenge Vitória. Em Kona, nos Mundiais, falhou, mas regressou em grande com dois quintos lugares, nos IronMan da Florida e Arizona. Estaremos atentos ao que vai fazer em 2014.
 
 
MARCA DO ANO
Garmin
A marca já era pioneira e líder de mercado, mas em 2013 destacou-se ainda mais da concorrência, arriscamos dizê-lo. E com mérito, pois os “ataques” surgiram de todo o lado. Mas a Garmin soube-se defender… atacando. Lançou produtos atrás de produtos, melhorou outros e nunca ficou a ver jogar. É marca referência para quem corre e para quem pedala, no mercado do GPS e fitness e pouco parece haver a fazer em relação a isso. Mas queremos ver as outras marcas tentarem…

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