Sónia Ramalho, a professora federada em BTT

Até há três anos apenas pedalava nas férias, na companhia de amigos.Agora vence Maratonas de BTT e já sonha com provas por etapas.

 
Tem 29 anos, é professora, e apaixonou-se há três anos pelas bicicletas e pelo BTT. Tem participado em várias maratonas e já tem 11 vitórias no currículo. Desfaz o mito de que as mulheres são medrosas nos trilhos e acrescenta que há mulheres a ultrapassar obstáculos melhor do que muitos homens. É a nossa atleta de top da semana.
Olá, Sónia. Há quantos anos faz BTT?
Desde 2010. Tenho um grupo de amigos que me incentivou a comprar uma bicicleta de BTT e desde aí nunca mais larguei as pedaladas. Mas só este ano é me federei e tenho levado as provas um pouco mais a sério. 
Sempre foi uma apaixonada por bicicletas?
Sim, sempre gostei de pedalar. Mas fazia-o apenas férias com os amigos, nunca pensei em participar em provas.
O que a cativou no BTT?
O contacto com a Natureza é fantástico! Poder pedalar e vislumbrar bonitas paisagens, os cheiros, os animais, o sossego nos trilhos… é maravilhoso!
As mulheres normalmente são mais “medrosas” nos trilhos. A Sónia faz parte desse leque ou gosta de arriscar?
Em prova arrisco mais, não penso tanto e sinto a adrenalina, mas tenho sempre algum cuidado nas descidas. Mas não concordo muito com essa frase. Cada vez existem mais mulheres nos trilhos e a pedalar tanto ou melhor do que os homens. É uma questão de treino. Quanto mais se pedala, mais à vontade se ganha. 
Já deu alguma queda feia?
Já caí várias vezes, mas felizmente nunca parti nada. Também há que saber cair.
Ainda há poucas mulheres a fazer BTT. Porquê, na sua opinião?
Talvez por falta de disponibilidade. Mas cada vez existem mais passeios de BTT que incentivam as mulheres a experimentar. Acho que quem experimenta uma vez não quererá outra coisa, pelo prazer do desporto, do bom convívio que tráz e conhecimento de excelentes trilhos.
Já tem algumas vitórias em Maratonas de BTT. Qual foi a primeira?
Foi em 2010, na maratona de BTT Terras do Toiro, em Samora Correia.
Qual foi a sensação? Estava à espera de vencer?
Na altura éramos poucas femininas e não participei na prova com objectivo de vence,  nem tinha ritmo competitivo. Fui sempre com o meu grupo de BTT, o Todos no Trilho, e foi mais um belo convívio. Ao chegar à meta soube que tinha sido a 1ª classificada feminina. Foi engraçado trazer o meu primeiro troféu para casa e, sinceramente, pensei que seria o único que alguma vez venceria. 
Quantas vitórias tem em Maratonas de BTT?
Já são 11 vitórias, algumas na categoria de promoção e outras como federada. 
Em quantas provas participa ao longo do ano?
Este ano já participei em 15 provas e tenho mais 14 até ao final do ano.
Qual a preferida?
Maratona de Mêda, na Beira Alta. Já há dois anos que participo e é sempre uma excelente maratona em termos de trilhos e de organização.  Passa-se por zonas históricas tal como Castelo de Marialva e Logroiva e Aldeia Medieval de Casteição. 
Quais as referências que tem no BTT nacional feminino?
A Celina Carpinteiro.
Já participou em provas por etapas?
Infelizmente ainda não, mas quero um dia participar no TransPortugal e no Cape Epic.
Quantas horas treina por semana?
Por volta de 17 horas, em BTT, mas também por estrada.
Só treina com bicicleta ou outros exercícios?
Tento complementar com alguns exercícios de Core que são importantes.
 
Que bicicletas tem?
De BTT uma BFour Next e de estrada uma Jorbi. 
Quantas bicicletas já teve, que se lembre?
Seis
Corre com as cores de alguma equipa, ou escolhe o jersey ao calhas?
Em provas do regional XCM, XCO e Up Hill AC Porto e da Taça de Portugal XCM corro com o equipamento da minha equipa, Castro Mozinho/Martos/Bfour/Hrv. 
O BTT é muito dado a avarias, furos, problemas técnicos. Lida bem com a parte mecânica da bicicleta?
Gostaria de lhe dizer que sim, mas infelizmente não tenho muito jeito para a parte mecânica. Tenho de me interessar mais por esse assunto pois já tive alguns problemas durante as provas e dar-me-ia muito jeito.

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