Sorteios para entrar em Maratonas podem ser ilegais

Tribunais dos EUA consideram jogo

É um debate que está a acontecer – para já apenas – nos Estados Unidos, mas que pode alterar a forma como se consegue acesso para as principais maratonas mundiais. E tudo começou, na verdade, no Ironman. A World Triathlon Company, que tem os direitos das provas com a marca Ironman, acaba de encerrar um julgamento com um acordo de 2,76 milhões de dólares, tudo para evitar uma decisão judicial num caso em que o Estado da Florida estava a processar a organização do Campeonato do Mundo de Kona. Todos os anos 2000 triatletas participam na mais mítica prova de triatlo e, enquanto 1900 conseguiram a vaga através de qualificações nas mais variadas provas distribuídas pelo globo, há uma centena que consegue vaga através de um sorteio. Ora para se entrar nesse sorteio há que pagar uma taxa de 50 doláres, não reembolsável, algo que acontece desde 1989. Em 2014 candidataram-se 12000 triatletas e este ano o número subiu para os 14000. Só nestes dois são 1,3 milhões de dólares em fundos que a WTC recebeu por um sorteio. E é aqui que a lei diz que este é um procedimento ilegal, por tratar-se claramente de jogo, uma interpretação que pode influenciar a entrada em algumas Maratonas.

Nos Estados Unidos há várias provas que admitem corredores através deste processo e, enquanto algumas não cobram qualquer taxa, outras recebem dinheiro não reembolsável. A Maratona de Nova Iorque cobra 11 dólares que não devolve. Segundo a lei norte-americana, para um sorteio ser considerado jogo tem de haver três pressupostos: custo de admissão, sorte e prémio. As entradas em algumas Maratonas preenchem todos os pressupostos…

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