TESTE – Skechers GOrun 2

Andámos a correr com o mais recente modelo da Skechers. A evolução em relação aos primeiros GOrun é notória.

Menos de dois meses depois de testarmos os GOrun, os ténis minimalistas da Skechers, fomos convidados a calçar os “irmãos” mais novos, a nova aposta da marca norte-americana. O resultado foi muito positivo e ficámos impressionados com a evolução. A Skechers conseguiu corrigir alguns pontos menos positivos vindos do primeiro modelos sem nunca comprometer o carácter minimalista deste modelo e a sua componente principal, de promover o impacto com o meio do pé, ao invés do calcanhar. E tudo sem comprometer o peso. Os GOrun 2 são ainda mais leves que os manos mais velhos.
PRIMEIRAS IMPRESSÕES
Se por alturas do primeiro teste tudo foi novidade, agora é difícil não efectuar uma primeira avaliação comparando-os de imediato com o modelo anterior. Nota-se logo à primeira vista que são “mais” ténis. O que queremos dizer com isto? Quem está habituado a ténis desportivos poderia torcer o nariz face à possibilidade de investir nos GOrun, devido ao seu carácter minimalista que se via em todos os pormenores. Nos GOrun já não é tão óbvio. Têm um design mais agressivo, mais ao gosto de quem vai atacar a estrada quilómetro atrás de quilómetro. Notamos de imediato que a sola tem mais borracha e que a estrutura está um pouco reforçada. Ao mesmo tempo não deixamos de perceber que continuam incrivelmente leves. A balança não só confirma essa sensação como ainda a reforça. Os GOrun, no tamanho 41, pesavam 370 gramas. Os GOrun 2, no mesmo tamanho, claro, marcam apenas 347 gramas.
A sola também está diferente. Continua recheada de pequenas bolas, uma das grandes imagens de marca deste modelo da Skechers, mas estão diferentes. Uma das coisas que notámos em corrida, dá depois do teste ao primeiro modelo, foi a pouca tracção da sola, especialmente em pisos menos aderentes, como é o caso da calçada portuguesa, por exemplo. À primeira vista esse ponto parece ter sido tomado em conta. A sola tem menos bolas, mas tem mais bolas maiores, os chamados pontos de estabilidade e tracção. Se no primeiro modelo eram apenas nove, agora são perto de 40. O teste prático desfez as dúvidas sobre a eficácia desta evolução.
PERFOMANCE
 
Se na mão as evolução já eram notórias, foi assim que entraram nos pés que os GOrun 2 mostraram porque vieram ao mundo. As melhorias são notórias, mesmo antes de darmos os primeiros passos de corrida. No primeiro teste destacámos o facto do calcanhar não estar bem apoiado. Esse factor foi corrigido. É cerca de 1 cm a mais nessa zona, mais que suficiente para apagar aquela sensação de que os ténis vão fugir dos pés a cada passada. A sensação de leveza nos pés mantém-se, com o reforço de estarem melhor aconchegados, fruto do reforço interior ao nível do tecido.
Na corrida a principal característica dos Skechers continua a ser o ponto forte. O corpo é obrigado a adaptar-se depressa à estrutura destes ténis e não são precisos muitos metros para se deixar de bater com o calcanhar no chão. Fazê-lo, porém, não é tão desconfortável como no primeiro modelo. Os GOrun 2 têm um reforço na sola e a zona do calcanhar também está incluída. Esse “acrescento” vem corrigir aquela que, na nossa opinião, era a maior lacuna dos GOrun. Com uma sola minimalista, o primeiro modelo deixava-nos sentir qualquer irregularidade no solo. Uma pedrinha no chão, as pedras da calçada, uma irregularidade no solo, tudo era sentido pelos pés e nem sempre de forma confortável. Ora como os caminhos dos corredores nem sempre estão alcatroados e/ou lisos, isso tornava os GOrun pouco versáveis. Os GOrun 2 já não são assim. Agora é preciso algo grande para magoar a planta do pé, dando mais versatilidade aos ténis. É claro que continuam a ser uns ténis para quem correm em caminhos lisos, mas se tiver de desviar-se da rota, os seus pés já não vão sofrer por causa disso.
VEREDICTO
Da primeira vez pouco tivemos a apontar à Skechers e desta vez ainda menos temos. Corrigiram praticamente todos os defeitos que tínhamos encontrado no primeiro modelo e ainda acrescentaram mais qualidades. Sim, continuam a não ser ténis para todo o tipo de corredores. Se é daqueles que gosta de apoiar o calcanhar ou de sentir os ténis bem apertados nos pés, então este não é o modelo correcto para si, mas para os outros, que querem apreciar as sensações minimalistas da corrida, então aproximam-se da perfeição, ainda para mais porque não são um investimento caro, a rondar apenas os 80€.
Já agora, e antes de terminar, se não é adepto de cores exuberantes, não há problema. Os GOrun 2 vêm em várias cores, desde este verde fluorescente, até aos discretos azuis ou pretos.
Sem mais a apontar, seguem as nossas 5 estrelas para os Skechers GOrun 2.

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