TESTE – Skechers GOrun

Testámos os ténis de corrida da Skechers durante 30 quilómetros. Saiba o nosso veredicto.

A procura de ténis minimalistas está a crescer no mercado e é para esses atletas que surgem os GOrun, os ténis de corrida da marca norte-americana Skechers, que procuram preencher uma lacuna entre os ténis tradicionais e os modernos e revolucionários barefoot. Fomos convidados a testar este modelo e fizemos 30 quilómetros de treino com eles nos pés.

PRIMEIRAS IMPRESSÕES

Habituados a ténis tradicionais, foi fácil concluir a primeira grande diferença nos GOrun; o peso. No tamanho 41 são apenas 370 gramas, mas nem foi preciso colocá-los na balança para se notar a diferença. Assim que lhes pegámos notámos a leveza dos materiais que compõem estes ténis de corrida.
A segunda característica que salta à vista é o formato da sola. Dezenas de círculos de borracha constituem a base dos ténis, nas quais se destacam nove sensores, colocados em pontos fulcrais do pé, e que funcionam como pontos de estabilidade e de tracção.

PERFOMANCE

Passada a primeira análise, chegou a hora de nos fazermos à estrada com eles nos pés. Assim que os calçámos notámos a diferença para uns ténis tradicionais. O calcanhar não está tão apoiado e quase parece que o ténis vai deslizar a meio da corrida. Nota-se bem a leveza dos materiais e chega a dar a sensação de estarmos descalços. A primeira sensação é estranha, há que dizê-lo. Mas primeiros estranha-se… depois entranha-se.
É quando começa a corrida que os Skechers GOrun mostram do que são capazes. Com um formato de sola curvado, foram desenhados de forma a promover o impacto com o parte do meio do pé, ao invés do calcanhar. Os ténis tradicionais, com reforço na sola ao nível do calcanhar, promovem que seja essa a primeira parte do pé a tocar no chão durante a passada, podendo causar lesões. Com os GOrun a passada tem de ser diferente.
Adaptar a passada aos ténis é, nos primeiros quilómetros, algo complicado. A tendência é fazer como antes, bater primeiro com o calcanhar. Mas não é confortável com estes ténis, o que nos leva a procurar a parte melhor protegida ao nível da sola, o meio. Aos poucos a passada vai-se adaptando e sem que nos dêmos conta já estamos a fazê-la da forma adequada. Facilmente se nota que depois a passada evolui naturalmente para a frente, seguindo a curvatura da sola, dando mais conforto e velocidade.
Mas nem tudo são rosas. O carácter minimalista do sapato também o é para o lado mau. Com um piso mais irregular, sente-se qualquer pedra ou relevo no percurso podendo, ao fim de alguns quilómetros, tornar-se incómodo.

VEREDICTO

Se estava a pensar passar para uns ténis minimalistas, então esta é, sem dúvida, uma boa opção. O investimento não é exagerado – custam cerca de 80€ – e os ténis são de grande qualidade. Leves, como se quer numa sapatilha deste género, confortáveis e, já agora, rápidos.
Mas atenção. Se treina em pista ou em estrada em bom estado estes ténis são uma boa aposta. Mas costuma treinar em locais onde o piso é mau, talvez não sejam a melhor opção. Por isso, e só por isso, damos 4 estrelas aos Skechers GOrun

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